
Um espetáculo de cores, sabores e canções encantou o público da 9ª edição do Festival Peruano em Brasília. Sob o céu aberto, cerca de 10 mil visitantes, de todas as idades, passaram pelos jardins da Embaixada do Peru, na Asa Sul, para celebrar a rica cultura do país e aproveitar atrações que foram desde comidas típicas a apresentações de ritmos folclóricos.
A novidade desta edição foram os workshops, que ensinaram sobre o preparo do ceviche e do drinque Pisco Sour, além de instruírem o público sobre como tocar o Cajón Peruano, um dos instrumentos mais reconhecidos no mundo. Bazares com roupas e artesanatos típicos também chamaram atenção dos visitantes, cuja entrada foi gratuita, mediante entrega de 1kg de alimento não perecível.
Um pouco de tudo
Sebastián Garcia, representante do Festival Peruano, contou que a finalidade foi tentar reunir "um pouco de tudo" da cultura do país em oito horas de evento — das 10h às 18h. "A maior procura tem sido pela culinária peruana, algo que muitas pessoas já conhecem e apreciam. Quem ainda não conhece, certamente quer experimentar, porque as filas estão enormes", observou.
Para Garcia, que chegou ao Brasil em dezembro, o workshop mais atrativo foi o de como preparar o drinque Pisco Sour. "Eu já sabia fazer, mas sempre é bom ouvir as histórias por trás da tradição e se aprimorar com quem tem experiência", completou.
A companheira de Edvar, Bárbara Luciana da Conceição, 36, foi quem convidou a família para o festival. "A comida peruana é a melhor do mundo. Sempre que vou ao Eixão do Lazer, faço questão de aproveitá-las, vendidas em barraquinhas", ressalta a também servidora pública, que já visitou o país. Animados, os moradores da Asa Norte pretendem retornar ao evento no próximo ano.
Tempero especial
A curadoria gastronômica do evento ficou por conta do chef peruano Marco Espinoza, cuja proposta se baseou nos sabores mais representativos do Peru: os ceviches, a comida criolla, as brasas com tempero peruano, a culinária nikkei (a fusão da gastronomia peruana e japonesa) e as sobremesas tradicionais daquele país. Para acompanhar, uma das cervejas mais populares no Peru, a Cusqueña, e o Pisco.
"A comida peruana conquista facilmente os brasileiros, porque tem muitos elementos e temperos em comum com a cultura daqui. Costumamos consumir, por exemplo, muito arroz, batata, feijão e frango", destacou o chef. Em um dos momentos de maior movimentação no evento, por volta das 13h30, cerca de 80 pessoas trabalhavam na cozinha.
A programação cultural contou com as apresentações da "Banda Típica Peruana", um sexteto instrumental dirigido pelo músico peruano Alex Carrasco, que mostrou os ritmos folclóricos das diversas regiões do Peru, e de danças típicas. O grupo de dança folclórica "Raíces Norteñas" também apresentou danças tradicionais como a Marinera Norteña y Hayno.
O grupo de amigas de Laryssa Martins, 29, participou do workshop de ceviche e pretende voltar na próxima edição. "Os brasilienses gostam muito desse tipo de evento e é uma forma de a gente ampliar as nossas percepções sobre cultura, aprender um pouco com a história de outros países país. Nunca fui ao Peru, mas agora estou muito interessada. Creio que deve ser incrível", ressaltou.
