Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

Big Brasa - João Ribeiro da Silva Neto (Beiró) quinta, 26 de junho de 2025

A MÁGICA E O PODER DA FOTOGRAFIA E SEUS REGISTROS INCRÍVEIS (CRÔNICA DO COLUNISTA JOÃO RIBEIRO DA SILVA NETO, O BEIRÓ)

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A mágica e o poder da fotografia e seus registros incríveis
João Ribeiro

Do livro - Histórias de Minha Vida, por João Ribeiro da Silva Neto
 
O mundo das imagens
 
Reconstituindo uma parte de minha trajetória, constato que a fotografia sempre me atraiu desde jovem. Mesmo com todas as dificuldades de antigamente — fotos em preto e branco, filmes, máquinas analógicas e o processo de revelação — acredito que esses desafios alimentavam ainda mais o desejo por descobertas.

Cheguei a construir uma pequena caixa para revelar os filmes! Comprava os líquidos reveladores e fixadores, papel fotográfico, e passava horas entretido em revelar meus próprios negativos. Era, sem dúvida, um trabalho extenso e muitas vezes frustrante, especialmente quando a imagem não surgia na revelação. As falhas podiam ocorrer por inúmeros motivos: queima do filme ao colocá-lo ou retirá-lo da máquina, manuseio no quarto escuro, ou erros no processo químico.

Não me demorei muito nessa prática, pois exigia bastante paciência... Mas acredito que ter um gosto eclético pode desempenhar um papel importante e significativo em nossas vidas, além de proporcionar aprendizados em diversas áreas.

As filmagens
 
Mais tarde, experimentei pequenas filmagens em Super 8, mas como a filmadora e todo o processo eram caros para mim, essa fase durou pouco, vindo a retornar com o advento do videotape e das filmadoras em VHS. Aí sim, deitei e rolei! Horas de gravação em diversas ocasiões! E graças a esse gosto, hoje tenho registros preciosos de meus pais (que já não estão mais aqui neste plano), além de filhos, amigos, primos e locais marcantes.

Passei também pela fase das gravações de fitas cassete em áudio. Tenho registros dos meus filhos nos primeiros anos de vida, quando começavam a falar. Como tudo isso é importante — e com o tempo, ganha ainda mais valor. Para se ter uma ideia, transformei mais de 60 horas de vídeos em VHS para DVD, registrando momentos especiais da nossa família. Valeu a pena. O intuito maior sempre foi deixar um legado de memórias para filhos e netos, permitindo que eles tenham a oportunidade de conhecer seus antepassados, como eram seus pais, avós etc.

Ah, como eu gostaria de ter uma imagem em vídeo de meu avô, João Ribeiro da Silva, cuja memória inspirou o nome de várias gerações! Dele, temos apenas um retrato que mais se assemelha a uma pintura. Sua voz, seus gestos, suas palavras... nada ficou registrado. Apenas algumas frases anotadas em uma agenda pessoal.

Uma pessoa inovadora
 
Intercâmbio de fitas de áudio! Meu pai, Alberto Ribeiro da Silva, era um visionário, como muitos o chamavam. Nascido em Balsas, casou em Teresina, viajou para São Paulo e depois se estabeleceu em Fortaleza, tendo passado novamente uma temporada em Balsas, no Maranhão. Foi nessa época que teve a ideia de gravar fitas em família e usá-las como forma de correspondência conosco.
 
Reuníamos a família em Fortaleza para gravar as novidades e enviávamos a fita pelos correios. Algum tempo depois, recebíamos outra fita do papai, da mamãe e de outros parentes comentando nossa última “carta” em áudio! Tenho também essas gravações, que guardo como verdadeiras relíquias.

Um detalhe curioso: há quem não goste de fotografar ou ser fotografado — e eu respeito isso, mesmo tendo trabalhado em televisão. Como músico, me apresentava frequentemente com nosso conjunto Big Brasa, e lá estava eu, com minha guitarra, aparecendo com naturalidade na TV. Mas bastava me pedirem para falar diante das câmeras, como em entrevistas para fãs do interior, e eu já me sentia um pouco inseguro, como ocorre com muitas pessoas, inclusive artistas!
 
A revolução digital
 
Hoje, a fotografia digital se popularizou e está ao alcance de todos. Com uma câmera ou simplesmente um celular, as pessoas registram tudo — selfies, vídeos, flagrantes. Em questão de instantes, essas imagens já estão na internet, muitas vezes em tempo real.
 
Com tanta facilidade, é natural que a qualidade nem sempre acompanhe a quantidade. Poucos se preocupam com ajustes ou enquadramento. É tudo no modo automático. E ao invés de esperar pela revelação, como fazíamos antigamente, hoje se confere o resultado na hora.

Lembro-me de quando cobria uma festa religiosa com minha câmera digital e fotografava bastante. Um fotógrafo profissional, dos antigos, que ainda usava máquina com filme, me questionou: “Por que tira tanta foto?”. “Eu faço apenas dez ou vinte fotografias e garanto qualidade”.
 
Sem discutir, respondi: “Tudo bem. Mas se eu perder 50% das minhas imagens, ainda terei 150 boas.” Era o início da transição para o digital, que, como sabemos, veio para ficar.
 
Hoje, com a qualidade dos equipamentos, a praticidade e a velocidade dos resultados, todo mundo aderiu ao universo da imagem digital. E com o auxílio de tecnologias modernas, podemos transmitir nossas fotos instantaneamente, seja por e-mail, seja pelas redes sociais — compartilhando com amigos, parentes e familiares em qualquer lugar do mundo.

A força atual das imagens
 
Com os avanços tecnológicos, nossos celulares tornaram-se câmeras fotográficas de alta qualidade. Ainda assim, em viagens nacionais e internacionais com a família, costumo registrar os momentos com equipamentos profissionais, buscando uma captação mais completa de imagens e sons — porque cada detalhe tem valor quando se trata de conservar memórias. Tudo isso sem falar nas imagens produzidas pelos drones, que estão facilmente a nosso alcance.

DO LIVRO HISTÓRIAS DE MINHA VIDA
POR JOÃO RIBEIRO DA SILVA NETO

 

 


quinta, 26 de junho de 2025 as 19:31:34

João Ribeiro
disse:

Foi uma época muito boa de minha vida! Um grande abraço, meu primo.


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