Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

José Domingos Brito - Memorial domingo, 07 de setembro de 2025

AS BRASILEIRAS: Edwiges Pereira (CRÔNICA DO COLUNISTA JOSÉ DOMINGOS BRITO)

AS BRASILEIRAS: Edwiges Pereira

José Domingos Brito

Edwiges de Sá Pereira nasceu em 25/10/1884, em Barreiros, PE. Professora, Jornalista e poeta, foi pioneira no movimento de emancipação da mulher e primeira mulher a ingressar numa academia de letras brasileira, a pernambucana. Em alguns de seus inúmeros textos de jornais e revistas adotou o nome “Eva Militante”.

 

 

 

 

Filha de Maria Amélia Rocha de Sá e José Bonifácio de Sã Pereira, dedicou-se desde cedo a ler e recitar poesias. Dizia que “haveria de ser poeta”. Na adolescência e junto com o irmão, publicou o jornal Echo Juvenil e pouco depois teve os primeiros versos no jornal O Paiz, do Rio de Janeiro, apresentados por Arthur Azevedo. Em seguida teve o soneto A uma estrela publicado na Revista do Brasil, junto com comentários de Cunha Mendes, dizendo que a menina se tornaria “a primeira poetisa do Brasil.

O primeiro livro veio – Campesinas – em 1901, reunindo 51 versos foi publicado e prefaciado pelo jurista e poeta português Antônio de Souza Pinto. Em 1902, a família mudou-se para Recife e ingressou na Escola Normal, afim de tornar-se professora. Enquanto estudava participou da vida literária na cidade publicando poemas nos jornais e revistas e foi convidada para participar do jornal O Lyrio, formado somente por mulheres, entre as quais Amélia Beviláqua e Úrsula Garcia.

Além da literatura, o jornal trazia textos criticando a rígida sociedade patriarcal, defendia a educação escolar e profissional da mulher, bem como a equidade salarial entre homens e mulheres. Em 1920, passu a ocupar a cadeira nº 7 da Academia Pernambucana de Letras. Mantinha encontros regulares com suas amigas, com discursões sobre a emancipação feminina e estudos literários. Além de professora da Escola Normal, onde estudou, lecionou no Colégio Eucarístico e no Colégio Nossa Senhora do Carmo.

Seu empenho no ensino público levou-a ao cargo de superintendente de ensino dos grupos escolares do Recife. Em 1931, participou do II Congresso Internacional Feminista, com a apresentação do texto Pela mulher, para a mulher, publicado no ano seguinte. Neste Congresso foi decidido a necessidade de uma homenagem robusta às mães”. A solicitação ao Presidente Vargas foi enviada, resultando na oficialização do “Dia das Mães” através do Decreto 21.366, de 5/5/1932

Em seguida fundou a Federação Pernambucana pelo Progresso Feminino, um ramo da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e realizou um levantamento estatístico das “mulheres que exercem atividades no funcionalismo de Pernambuco, no comércio e demais interesses da mulher, de modo a subsidiar a a criação de uma “Escola de Oportunidades”. Em 1933, junto com sua colega Martha de Hollanda, candidataram-se à deputadas como únicas mulheres a pleitear o cargo. Não foram eleitas, mas abriram caminho para conquistas posteriores.

Em 1947 publicou a conferência A influência da mulher na educação pacifista do após-guerra, na qual expôs os impactos da catástrofe da II Guerra Mundial e apontou retrocessos históricos, afirmando que a “questão feminista bem longe está do seu rumo necessário”. Numa entrevista ao Diário da Noite, declarou que “o feminismo é uma evolução natural dos tempos. Como todas as forças vivas da natureza, a mulher não poderia estacionar nas fronteiras do passado, montando guarda aos velhos preconceitos que lhe tolhiam a faculdade de pensar e agir“. Durante a década de 1950 publicou diversos artigos na imprensa e faleceu em 14/8/1958.

 

 


Escreva seu comentário

Busca


Leitores on-line

Carregando

Arquivos


Colunistas e assuntos


Parceiros