Uma sequência de quatro vitórias seguida por três derrotas. O carrossel de emoções vivido pelo Vasco no Campeonato Brasileiro, que ganhou mais um capítulo ontem, na derrota por 3 a 1 para o Juventude, em São Januário, tem uma marca aparente: um baixo nível de concentração que reflete diretamente no desempenho dos comandados de Fernando Diniz.
Ontem, o time voltou a sofrer com esse problema. Além das decisões erradas no ataque, falhou muito na defesa e viu o Juventude, que joga pela sobrevivência, aproveitar cada oportunidade com vigor para arrancar uma importante vitória fora de casa.
Com a derrota, o cruz-maltino estacionou nos 42 pontos, e pode ser ultrapassado pelo Corinthians, que joga hoje. Já o Juventude dorme a dois pontos do Vitória, primeiro fora do Z4.
Pouco depois de balançar as redes, o rendimento começou a cair. O time passou a perder muitas divididas no meio e errar passes simples no ataque, cedendo muitos contra-ataques para o time gaúcho. E foi numa falha defensiva grotesca que o Juventude empatou a partida. Pela direita, Taliari venceu a marcação frágil de Cuesta e Piton e cruzou. Numa inversão de papéis, o ala Marcelo Hermes emendou uma linda finalização de bate-pronto.
O ritmo vascaíno caiu ainda mais com o empate. E a situação ficou pior com o gol da virada, numa jogada boba. Na reposição de bola, Léo Jardim tomou péssima decisão e forçou a jogada com Nuno Moreira. Jadson roubou a bola do português e entregou para Nenê. O veterano, ovacionado pela torcida do Vasco antes da partida, aplicou a “lei do ex”: tirou Hugo Moura da jogada com uma bonita travada e bateu no canto, em bola que ainda desviou no goleiro antes de entrar. O Vasco saiu de campo sob vaias e gritos de “obrigação é ganhar no Caldeirão”.
No segundo tempo, Diniz tentou qualificar mais a saída de bola com a entrada de Tchê Tchê. O Juventude, precisando defender o resultado, entregou mais a bola aos donos da casa, que passaram a explorar os cruzamentos em sucessão. Alguns, relativamente perigogosos. Matheus França e Vegetti foram outros acionados por Diniz, mas o time seguia pouco organizado e efetivo.
— Fizemos o primeiro gol, podíamos ter feito o segundo e terceiro. Aí tomou o gol, depois o segundo poucos minutos depois, com duas falhas totalmente evitáveis. No primeiro, a bola estava no nosso pé, fazemos um passe forçado sem nenhuma necessidade. A gente tinha sete jogadores contra três e tomamos o gol. No segundo gol, não tem sentido nenhum sair com a bola por dentro, com o time todo desorganizado no campo. No segundo tempo, eles baixaram bastante a linha, tivemos dificuldade para criar e cedemos contra-ataque — analisou o técnico Fernando Diniz.
Ao Vasco, vaiado, resta encontrar uma forma de recuperar os níveis de exibição em temporada em que ainda disputa uma semifinal de Copa do Brasil.

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