A despedida do Vasco de São Januário no Campeonato Brasileiro foi com sabor amargo. O cruz-maltino não resistiu a um Mirassol intenso na defesa e montado para contra-ataques, que soube a hora certa de aplicar a "dose letal" no cruz-maltino e vencer por 2 a 0, com gols de Renato Marques e Carlos Eduardo, pela 37ª rodada.
Com o resultado, o time paulista chegou aos 66 pontos e garantiu vaga direta na fase de grupos da Libertadores. Já o cruz-maltino segue com chance de rebaixamento, mas ainda pode se salvar nesta rodada, a depender dos resultados das equipes abaixo na tabela. Caso contrário, decidirá seu destino no domingo, contra o Atlético-MG, na Arena MRV.
A tempestade que interrompeu o jogo anterior, contra o Internacional, por uma hora e meia, voltou a aparecer na noite de ontem. Desta vez, de forma mais rápida e volumosa — e antes do jogo. Ainda assim, o campo ficou pesado, principalmente pela faixa direita de ataque do cruz-maltino.
Com bola rolando, a temperatura também não foi das mais altas. O Vasco tinha mais posse e tentava assustar com jogadas de linha de fundo. Andrés Gómez voltou a ter bastante volume de jogo, mas pecou na tomada de decisões.
O Mirassol, por outro lado, apostava no contra-ataque. Quando conseguia romper a primeira linha de pressão, o time de Rafael Guanaes usava os espaços de forma inteligente para criar chances de finalização. Quase abriu o placar em trapalhada de Léo Jardim ao sair jogando: a bola bateu em Negueba e quase quicou para dentro do gol.
A melhor chance do Vasco no primeiro tempo foi com Rayan, num de seus perigosos chutes rasantes e colocados, defendido por Walter no limite da trave.
Piton preocupa
O primeiro tempo seguiu amarrado, com longas paradas para atendimento em campo e várias faltas marcadas pela arbitragem. O Mirassol chegou a assustar em chute de longe de Renato Marques.
O Vasco voltou melhor na segunda etapa. Coutinho e Gómez levaram perigo ao gol de Walter. Mas o momento virou após uma cena que causou preocupação. Em dividida com Guilherme Marques, Lucas Piton deixou o campo chorando, com dores no joelho esquerdo, para dar lugar a Puma Rodríguez. O lateral-esquerdo teve uma entorse constatada e passará por exames.
O gol facilitou a estratégia do time paulista, que se fechou, ocupou a grande área e deu a bola para o Vasco. O time de Fernando Diniz pouco conseguiu produzir de efetivo, mesmo após as entradas de Tchê Tchê, David e Vegetti. David, inclusive, perdeu a melhor chance do empate, após cruzamento da direita bem escorado por Vegetti. A bola parou em seus pés, de frente para o gol, e ele chutou para fora.
A falta de efetividade foi punida com mais um gol dos paulistas. Em nova estocada letal em transição, Cristian achou Carlos Eduardo, que driblou o goleiro Léo Jardim para ampliar.
No fim, o jogo teve vaias rápidas e gritos de “obrigação é a Copa do Brasil” dos torcedores presentes em São Januário. Voltando ou não à Colina Histórica em 2025, a despedida no Brasileirão resume o ano cruz-maltino: irregularidade e corda bamba emocional.

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