Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

O Globo Friday, 30 de May de 2025

COPA AMÉRICA FEMINININA: DISPUTA CONTRA O JAPÃO

 

 
 

A partir desta sexta-feira, quando o Brasil enfrentará o Japão às 21h30 na NeoQuímica Arena, e dará início a uma série de dois amistosos contra a equipe asiática, Arthur Elias fará suas últimas observações para definir o grupo que irá disputar a Copa América. Em busca do nono título em 10 edições do torneio, disputado a partir de 12 de julho no Equador, o treinador precisa definir o setor que considera o mais importante de suas equipes: o ataque. De estreantes até as mais experientes, são muitas as peças disponíveis para Arthur Elias montar sua lista final.

Em todas as convocações de Arthur Elias, as atacantes formam a ampla maioria do grupo, cerca de 40% das selecionadas a cada lista. Para os duelos contra o Japão, nesta sexta-feira na Neo Química Arena e na segunda em Bragança Paulista, esta foi a proporção, com nove jogadoras da última linha compondo a maior fatia das 23 convocadas. Como a seleção brasileira deve levar ainda suplentes para o amistoso contra a França, no dia 27 na Europa, e para a Copa América, a expectativa é de que 10 ou mais atacantes façam parte da lista final.

A dificuldade, então, será para o treinador selecionar não apenas as jogadoras em melhor fase na temporada, mas as que mais se encaixam na "identidade da seleção", elemento fundamental ressaltado por Arthur em diversas oportunidades. Nesta convocação, dois nomes, separados por duas décadas, surpreenderam: o de Jhonson, atacante de 19 anos do Corinthians, e de Marta, que não vestia o uniforme verde e amarelo desde as Olimpíadas de Paris-2024.

Segundo Arthur, Marta "se colocou à disposição" da seleção, embora já tenha feito diversas promessas de aposentadoria do Brasil. Aos 39 anos, a experiência da jogadora, que já disputou e venceu três edições da Copa América — 2003, 2010 e 2018 — é um fator importante no vestiário. E dentro de campo, vem fazendo uma boa temporada pelo Orlando Pride, terceiro colocado da liga dos EUA, com três gols e uma assistência em 10 partidas.

Com apenas 19 anos, Jhonson está do outro lado do espectro. A jogadora, que chamou atenção no título do Sul-Americano sub-17, em 2022, e no Mundial da mesma categoria, quando o Brasil parou nas quartas de final, agora é a referência de ataque do Corinthians. Os nove gols e duas assistências nas 15 partidas pelo time paulista neste ano fizeram com que ela ganhasse mais espaço no clube — foi titular em seis das últimas sete partidas — e alcançasse a primeira convocação.

Nem a mudança para o recém-estabelecido e pouco competitivo futebol saudita fez a presença de Adriana na seleção diminuir. Ao lado de Gio Queiroz, atualmente no Atlético de Madri, e Amanda Gutierres (Palmeiras), a jogadora do Al-Qadisiyah foi convocada nas cinco oportunidades — na atual, após a desconvocação de Debinha por lesão ligamentar no joelho.

As três foram titulares no primeiro amistoso contra os EUA, em abril, e a jogadora do Palmeiras marcou, aos 46 minutos do segundo tempo, o gol que deu a primeira vitória do Brasil contra as adversárias por 2 a 1. Foi o terceiro gol de Gutierres pela seleção, a artilheira da era pós-olímpica até aqui e autora de outros dois gols na vitória por 3 a 1 sobre a Austrália, em dezembro de 2024. Já na vitória de 3 a 1 sobre a Colômbia, dois meses antes, Adriana e Gio balançaram as redes, e a lateral Isa Haas completou o placar.

Se Gutierres sacramentou a vitória inédita contra os EUA, foi Kerolin quem abriu o placar, após belo passe de Gio. Ela soma quatro convocações no período pós-olímpico. A ida para o Manchester City fez bem à atacante, que teve bons momentos no final da temporada europeia. É o mesmo número de chances de Ludmila, que por sua vez se transferiu aos EUA no Chicago Red Stars após seis temporadas no Atlético de Madrid.

Com três convocações, Vic Albuquerque é velha conhecida de Arthur Elias, que a treinou durante quase cinco anos no Corinthians, seu clube até hoje. Empatada com Johnson, ela é a artilheira da equipe no ano, com nove gols marcados, e tem ainda uma assistência na conta. Jhennifer, que trocou o antigo clube de Arthur Elias pelo Tigres, do México, já tem oito gols e 15 assistências nesta temporada.

Em outros dois amistosos, venceram novamente as sul-americanas por 6 a 1, e em seis jogos, têm 17 gols marcados e apenas quatro sofridos. Contra o Brasil, o último confronto também foi vencido pelas japonesas, de virada na fase de grupos das Olimpíadas de Paris. O retrospecto é bem equilibrado para os últimos cinco confrontos: duas vitórias brasileiras, duas vitórias japonesas e um empate.


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