A Copa do Mundo de 2026 teve sua largada dada nesta sexta-feira. Estão sorteadas as 48 seleções (entre classificadas e vagas de repescagem) nos 12 grupos do primeiro mundial com este número de equipes. O torneio, que será disputado em Estados Unidos, Canadá e México, terá grupos equilibrados e menos 'grupos da morte', mas a competitividade do mata-mata expandido é dúvida, pelo menos em seu início.
Na prática, o único que pode ser denominado "grupo da morte" é o I, que tem França, Senegal e Noruega, bem como o segundo classificado da repescagem internacional. Há também outros fortes, como o F, que tem Holanda, Japão, Tunísia e um europeu vindo da repescagem, e o L, que tem Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/3/0/U5EZfGT3261S17CODjJw/113222617-a-picture-shows-groups-a-b-c-d-e-f-g-h-i-j-k-and-l-during-the-draw-for-the-2026-fifa-f.jpg)
Além do maior número de grupos, o novo formato promoverá uma nova fase mata-mata antes das oitavas de final, os 16-avos de final. Com isso, além dos dois melhores de cada grupo, os oito melhores terceiros colocados avançam, o que facilita o trabalho de seleções que caíram em chaves com seleções de nível muito díspar das demais. Há possibilidade, portanto, que forças menores estejam nesses 16-avos.
Esse é o grande teste para a Fifa neste formato: entender o efeito desse maior número de seleções tornará a Copa mais emocionante e com mais grandes jogos ou se o torneio ficará mais moroso. Afinal de contas, adicionar mais um jogo no mata-mata, num contexto atual de calendário inchado no futebol mundial, é mais um sacrifício físico num torneio já desgastante pela tradicional característica de "tiro curto".
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/a/N/Qyn0hBSDerICFlqIg6bw/113222605-topshot-from-l-fifa-president-gianni-infantino-us-president-donald-trump-mexicos-pr.jpg)
De qualquer forma, o novo formato permite apontar alguns favoritismos claros nos grupos já formados, sem pendências de repescagem. No grupo C, do Brasil, por exemplo, é muito difícil que a seleção não avance junto a Marrocos e Escócia, deixando o Haiti como jogo decisivo para a classificação final. O mesmo vale para o grupo E, que deve ter o modesto Curaçao com fiel da balança entre Alemanha, Costa do Marfim e Equador.
Os grupos G (Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia), H (Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai) e J (Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia), por outro lado, prometem partidas divertidas. Com exceção dos argentinos, atuais campeões do mundo, e dos espanhóis, campeões da Europa, há possibilidades de boas surpresas, como os sauditas e os argelinos já foram nos últimos mundiais

/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/3/0/U5EZfGT3261S17CODjJw/113222617-a-picture-shows-groups-a-b-c-d-e-f-g-h-i-j-k-and-l-during-the-draw-for-the-2026-fifa-f.jpg)