Morreu neste sábado na Califórnia, aos 79 anos, a atriz Diane Keaton. A revista People confirmou a informação com um representante da atriz, mas a causa da morte não foi informada.
Diane nasceu no dia 5 de janeiro de 1946, em Los Angeles, na California, com o nome de Diane Hall. Sua fama no cinema começou depois de aparecer em "O poderoso chefão", de Francis Ford Coppola, em 1972, no papel de Kay Adams-Corleone, mulher de Michael Corleone, interpretado por Al Pacino. Em 1974 e 1990, ela voltou a interpretar o papel nas partes II e III do clássico.
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Keaton ficou também conhecida pela parceria com Woody Allen, que a creditou como "musa inspiradora" do início de sua carreira. Primeiro, ela estrelou a peça dele "Play It Again, Sam", de 1969, que lhe rendeu uma indicação ao prêmio Tony, o mais importante da Broadway, em 1971. Depois, começou uma longa colaboração cinematográfica num total de oito filmes, que culminou com "Noivo neurótico, noiva nervosa" em 1977, produção pela qual ela ganhou o Oscar de melhor atriz no ano seguinte. O longa também ganhou o prêmio principal da noite e Keaton virou, na época, um ícone fashion com o papel de Annie Hall, uma aspirante a cantora que usava e abusava de calças largas, coletes e gravatas, reapdaptando o streetstyle nova-iorquino ao seu estilo.
“Fiz o que Woody disse: vesti o que eu queria vestir — ou melhor, roubei o que eu queria vestir das mulheres estilosas que via nas ruas de Nova York”, escreveu ela na autobiografia "Agora e sempre", publicada no Brasil em 2012, com tradução de Maria Beatriz de Medina para a editora Objetiva. “As calças cáqui, os coletes e a gravata de Annie vieram delas.”
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Diane teve outras três indicações ao principal prêmio de melhor atriz de Hollywood por suas atuação em "Reds", em 1982; "As As Filhas de Marvin", em 1997; e "Alguém Tem que Ceder", em 2004. Entre sucessos de bilheteria de Keaton, estão as comédias "Presente de grego", "O pai da noiva" (trilogia) e O clube das desquitadas".
O último filme da atriz foi "Summer camp", em 2024, outra comédia, desta vez com Eugene Levy e Kathy Bates. Segundo o IMDB, ela figurava em três projetos em pré-produção. Um deles, batizado de "The making of", seria estrelado com Blake Lively e Richard Gere, segundo noticiou também o site Dealine em 2020. O roteiro estava nas mãos de Marshall Herskovitz, vencedor do Oscar por "Traffic", em 2001.
Keaton deixa dois filhos
Em 1996, a atriz — que nunca se casou, apesar de ter namorado Al Pacino, Woody Allen e Warren Beatty— adotou sua primeira filha, Dexter. Em 2000, foi a vez da adoção de Duke. “A maternidade me transformou completamente”, disse ela ao jornal "The Guardian". “É, de longe, a experiência mais profundamente transformadora que já tive.”
Entre 1993 e 2008, Diane foi a principal cuidadora da mãe, diagnosticada com Alzheimer. A relação das duas, inclusive, ocupou boa parte dos relatos da autobiografia da atriz, “Agora e sempre”.
“Ela era tudo para mim. Era maravilhosa. Foi meu exemplo de como viver. Era o coração de tudo o que havia de melhor", escreveu sobre a mãe, Dorothy Keaton.

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