Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

Carlos Eduardo Santos - Crònicas Cheias de Graça quinta, 28 de agosto de 2025

DOIS CARLITOS (CRÔNICA DO COLUNISTA CARLOS EDUARDO SANTOS)

DOIS CARLITOS

Carlos Eduardo Santos

Fui visitar o amigo Francisco de Oliveira Melo, Presidente da Academia de Artes e Letras da AABB Recife, que se recupera de intervenção cirúrgica. Mesmo sabendo de suas limitações físicas – pois ainda está em convalescença – alonguei a prosa, pecando, devido a ânsia recíproca do reencontro.

 

Os temas foram resumidos, devido às circunstâncias. Mas focamos, com naturalidade, a literatura, assunto da qual ele é mestrado; nossa Academia, que em sua gestão, vem se agigantando com iniciativas envolventes e a escolha do seu substituto temporário, nosso Tarcizo Leite de Vasconcelos.

Deu-me gosto rever o amigo-irmão, inteiriço e animado. E, ao correr das palavras idas e vindas, me deparei com um livro muito volumoso, em exposição na sala. Era a obra: Os Miseráveis, de Victor Hugo.

E, naquele instante, pensei: depois de muitos anos de vida, passando os olhos por tantos livros, jamais toquei naquela notável coleção de folhas encadernadas, que o mundo tanto aprecia.

Não folheei, mas fiquei admirado com a quantidade de papel. Só de texto, fotografias e ilustrações: 1.511 páginas. Refleti: Isso não é um livro, mas u’a montanha de papel impresso, numerado, cortado e encadernado!

Quanto tempo de sua vida teria o notável autor utilizado para escrever tanto?!

O romance, publicado em 1862, retrata as desigualdades sociais em todos os seus prismas. Inúmeras publicações foram reeditadas em várias línguas.

 

 

 

 

 

A conversa com Melo foi fluindo. Assuntos do Banco onde trabalhamos, cenas sobre meu Padrinho Djalma Marques de Melo – Grão Mestre da Maçonaria – e as nossas famílias. Até descobrirmos que temos, entre os nossos familiares, dois Carlitos e um deles comigo estava naquela visita.

Dois Carlitos, por que?

Meu, o filho caçula, registrado como Carlos Eduardo, foi “batizado” pelo compadre Fernando Sckaff, com esse, epíteto – Carlito – o que, depois de crescido, ele tem rejeitado de forma discreta.

Mas, como eu poderia imaginar que um Francisco poderia ser apelidado de Carlito?

Pois é! Que fosse Chico ou Chiquinho, vá lá… Mas Carlito?! Pois bem, é assim que no íntimo familiar Melo é conhecido. E isso vem da infância. Ficou carimbado!

Ocorreu-me a ciência do fato quando D. Irene, sua esposa, assim se referiu a ele: Carlito.

Bem, e o que é que o mestre Victor Hugo tem a ver com essa conversa de apelidos?

Nada! Só tive a curiosidade de ver que o livro ali estava como objeto de decoração.

O principal de nossa descoberta foi o fato de haver entre nossas famílias uma coisa engraçada: dois Carlitos.


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