É seríssimo este momento no mundo.
O Coronavírus veio para dar uma sacudida em tudo! Em todos!
Mudarão as respostas a partir da mudança dos questionamentos, da evolução dos princípios e conceitos, das práticas e dos métodos; pois, empresas e até países quebrarão.
Cresce cada hora mais a certeza de uma recessão mundial. E não falo aqui dos debates assistidos na mídia entre os apóstolos do caos. Falo dos fatos desencadeando prejuízos já incontáveis.
Para o nosso bem – quiçá sorte – moramos num país rico no setor primário.
Talvez saiamos fortalecidos no âmbito econômico. Será?
Se o Brasil entender de ampliar sua indústria de beneficiamento, quem nos segurará?
Poderíamos ser os novos EUA, em importância assumida, como foram os estadunidenses depois da Primeira Grande Guerra? Somos capacitados para tal?
Tudo dependerá de como se comportarão nossos governos – federal e estaduais – e de como os “Três Poderes” se entenderão entre si, depois da passagem desse tsunami viral. Também dependerá de como nós agiremos, enquanto cidadãos e nação. Principalmente nós!
Ninguém está dizendo, ou percebendo, e se está prefere não falar ainda.
Mas temos vivido dias angustiosos como se em guerra tivéssemos.
Elas, digo, as guerras, sempre serviram historicamente para alavancar as nações. Às vezes até as perdedoras saem fortalecidas, ou se fortalecem com o aprendizado da peleja. Por incrível que pareça.
Eu tenho um livro, cujo título é Civilização – Ocidente x Oriente, do historiador britânico Niall Ferguson.
Fruto de extensiva pesquisa, o livro é uma narrativa interessante demais, abordando o avanço social e tecnológico dos europeus sobre os chamados Reinos do Oriente, argumentando como um dos principais motivos desse desenvolvimento justamente as guerras na Europa e as duas grandes mundiais, além de outros aspectos menores.
Pois bem, estamos numa guerra!
Podemos sair fortalecidos?
Sim. Podemos!
O problema, porém, é justamente esse: somos um país dividido.
Após as grandes contendas ou crises mundiais, os povos dos países desenvolvidos realmente se uniram, cada um em sua nação. Aqui infelizmente se divide ainda mais.
Ontem tivemos um exemplo disso.
Agora, talvez caiba a nós, cada um por si, tentarmos não alicerçar essa disputa infame de “nós x eles” destruindo o nosso país.
No entanto, não obstante esse meu desejo e pensamento de um Brasil maior pós crise Coronavírus, infelizmente o primeiro exemplo de “Estado burro” já deu suas caras.
A Bahia que o diga.
