Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

O Globo Wednesday, 10 de September de 2025

ELIMINATÓRIAS DA COPA: BOLÍVIA 1 X 0 BRASIL
Por 
Rafael Oliveira
 — Rio de Janeiro

 

 
 

A estreia de Carlo Ancelotti na altitude terminou também com sua primeira derrota pela seleção. O jogo contra a Bolívia não valia muito para o Brasil, mas o 1 a 0 acabou produzindo uma marca indesejada. Com 28 pontos, encerrou as Eliminatórias com sua pior campanha no torneio desde que ele passou a ser disputado no formato de todos contra todos, na edição para a Copa de 1998. 

Não se pode colocar esta marca na conta de Ancelotti, claro. O Brasil terminou as Eliminatórias em viés de alta. Mas pagou pelo conturbado ciclo preparatório para 2026.

O jogo desta terça foi muito afetado pelo fator altitude. Além de nove mudanças na escalação, a proposta também foi totalmente diferente da adotada no Maracanã. A estratégia de se preservar fisicamente ficou clara desde os primeiros minutos. Na maior parte do primeiro tempo, os brasileiros se mantiveram compactados em sua própria metade do campo. Quando tinham a bola nos pés, procuravam girá-la de um lado para o outro e avançar em bloco.

Ainda assim, sofreram com a falta de ar. No primeiro pique, Samuel Lino sentiu o cansaço. Do outro lado, Luiz Henrique evitou dar arrancadas e jogou num ritmo bem abaixo do habitual. Mesmo assim, foi o jogador que mais incomodou a zaga boliviana. Atrás, Alex Ribeiro chegou a desabar no chão, sem forças, ainda no primeiro tempo.

Se levou muito pouco perigo, o Brasil ao menos passou quase toda a primeira etapa conseguindo se defender sem grandes sustos. A Bolívia só conseguiu chegar pelo lado direito, através da dupla formada por Robson Matheus e Miguelito, do América Mineiro.

Na maior parte do tempo a estratégia dos dois foi avançar pelo corredor, cortar para dentro e tentar abrir espaço para arriscar o chute de média distância. Num primeiro momento, obrigaram Alisson a fazer algumas defesas. Depois, a marcação brasileira passou a não dar espaço.

Tudo parecia administrado até o pênalti de Bruno Guimarães em Roberto Fernández. Aos 45 do primeiro tempo, o VAR recomendou revisão de uma disputa na área. Um lance duvidoso que o árbitro decidiu marcar. Na cobrança, Alisson tocou na bola, mas não evitou o gol de Miguelito.

Na etapa final, antes mesmo das substituições o Brasil já jogava de forma mais propositiva, tentando aproveitar o gás recuperado no intervalo. Com a entrada de quatro titulares (Marquinhos, Raphinha, Estêvão e João Pedro), Ancelotti abandonou de vez a estratégia inicial e pôs a seleção em busca do empate.

A diferença de postura nos dois tempos ficou expressa nos números. Enquanto na etapa inicial o time de Ancelotti teve 45% de posse na primeira etapa, na segunda teve 74%.

Este predomínio, contudo, não se refletiu numa melhora significativa da produção ofensiva. Foram quatro finalizações na primeira etapa contra seis na segunda. Mas o maior tempo de bola no pé dos brasileiros automaticamente fez com que os bolivianos ameaçassem menos (eles tiveram 15 conclusões nos 45 minutos iniciais e oito na metade final da partida). E, mesmo assim, as melhores chances foram dos donos da casa.

Pesou para isso também a mudança de postura da Bolívia. Como perderia a vaga na repescagem caso sofresse o gol de empate, a seleção andina também procurou se expor menos no segundo tempo e priorizou a defesa.

A necessidade de segurar o resultado levou a situações pitorescas, inclusive. Nos minutos finais, algumas bolas começaram a aparecer murchas. Certamente uma experiência que Ancelotti não irá esquecer — mais do que sua primeira derrota pela seleção.


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