
O frio deste domingo (15/6) não desanimou os participantes da caminhada Movimente-se: Viver 60+, que reuniu quase 2 mil pessoas no Eixão do Lazer. O evento, que está em sua 2ª edição, foi promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) e faz parte da campanha Junho Violeta, cujo objetivo é conscientizar sobre os direitos da pessoa idosa e combater a violência contra esse público — neste 15 de junho, inclusive, comemora-se o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, data reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Acompanhada dos amigos da Associação de Idosos de Taguatinga, a aposentada é craque na prática de exercícios físicos, faz hidroginástica, natação e carimbó (dança típica do Pará, com raízes indígenas). "Acho que a idade é apenas um número, sabe? Ficar em casa, sentada no sofá assistindo tevê, não é comigo. Gosto de me movimentar. Estou viva", refletiu Mariângela, que chegou em um ônibus fretado com mais 30 participantes da associação.
A ação, gratuita, também teve serviços de saúde e bem-estar oferecidos por entidades parceiras, como aferição de pressão arterial, teste de glicemia, auriculoterapia, alongamento, dança, shows e lanches. Além disso, participou do evento o Banco de Talentos da Sejus, que expôs artesanato produzido por idosos. No total, o público contou com participantes de vários pontos do DF, como Ceilândia, Planaltina, Samambaia, Gama, Sobradinho e Arapoanga.
Maria América de Oliveira, 65, acordou às 5h para não perder a caminhada. Junto ao grupo que frequenta a Unidade Básica de Saúde (UBS) 5, no Arapoanga, a aposentada elogiou a iniciativa e reforçou a importância de se manter ativa. "Depois que comecei a fazer as caminhadas, tenho me sentido mais disposta. Faço atividades físicas ao menos quatro vezes na semana", contou, enquanto levantava-se para alongar.
Cuidado integral
Quem também acordou cedo foi Josefa Correia, 75, que estava acompanhada de mais seis amigas, todas do Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (COSE), do Gama Sul. Segundo a participante, o ônibus com o público do COSE estava lotado, com 53 pessoas dispostas a gastar energia. No centro, ela pratica capoterapia, uma vertente da capoeira que, voltada a idoso, não requer muito esforço físico, recupera a agilidade e melhora o humor e o sono. "A gente sempre espera poder envelhecer com qualidade de vida e creio que tenho me saído muito bem, pois tenho tudo que ajuda a proporcionar um cotidiano saudável", comentou.
A secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, destacou que muitos idosos têm a vida transformada ao participarem do Viver 60+, política da Sejus voltada à promoção do envelhecimento saudável. "O programa visa resgatar essas pessoas que, muitas vezes, estavam em casa e isoladas, para o convívio social. E quando falamos dessa interação social, também estamos tratando de questões como inclusão produtiva, mobilidade e saúde emocional", explicou ao Correio. Atualmente, o Viver 60+ atende mais de 50 mil idosos em 14 regiões administrativas do DF.
