Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

Carlos Eduardo Santos - Crònicas Cheias de Graça sábado, 08 de novembro de 2025

EXTINÇÃO DA CLASSE BANCÁRIA (CRÔNICA DO COLUNISTA CARLOS EDUARDO SANTOS)

EXTINÇÃO DA CLASSE BANCÁRIA

Carlos Eduardo Santos

Cena da peça “Senhora de Engenho”

 

Entre 1983 e 1994 deixaram os quadros do Banco do Brasil nada menos que 141.5468 funcionários, sob a égide do PDV – Plano de Demissões Voluntárias.

Na época todos que se despediram da Classe Bancária partiram na vantagem de botar no bolso boa quantia em dinheiro e se estabelecerem em alguma forma de comércio ou profissões.

Muitos deram com os burros n’água, à falta de experiência, depois de tantos anos de Banco, mas outros seguiram suas carreiras paralelas com vigor e tempo para se aplicarem, pois com duas atividades a luta havia sido ferrenha.

Os sociólogos só agora estudaram que com esse golpe a classe bancária se enfraqueceu de tal forma que deixou de ser aquele centro de desenvolvimento cultural e esportivo que tanto se apreciava.

Lembro-me que nos anos da década de 50 os bancários do Recife ainda se gabavam de manter a Liga Bancária de Futebol, fazendo interessantes campeonatos.

Dalí se transferiram jogadores como Expedito Fernandes de Almeida, do velho City Bank e Lauro de Castro Monteiro, do Banco do Brasil, que se integraram à equipe do Santa Cruz Futebol Clube.

Na parte cultural os bancários chegaram a apresentar magnífico movimento teatral, quando, inclusive, foi exibida, no Teatro Santa Isabel a peça de Mário Sette, “Senhora de Engenho”, dirigida por Hermógenes Viana.

A propósito, foi convidado para compor a trilha-sonora o então bancário Lourenço da Fonseca Barbosa – Capiba – daí surgindo um das mais notáveis páginas da canção popular do Brasil, “Maria Betânia”, que pela voz de Nelson Gonçalves, invadiu o País.

Hoje, com perdas tão significativas a classe bancária emagreceu mortalmente porque com a chegada da Tecnologia da Informação os computadores contribuiram para liquidar de vez com a valorosa classe bancária, hoje praticamente inexistente.

Eu, que por mais de 30 anos, fui um orgulhoso bancário e dois dos meus filhos também: Gustavo Jorge, do Banco Mercantil de Pernambuco e Carlos Eduardo, também, até aposentar-se no cargo de Superintendente do Banco Itaú.

Nunca pude imaginar que viesse um dia a constatar a quase completa extinção da classe bancária.


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