Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

Correio Braziliense Wednesday, 10 de September de 2025

FLORADA DOS IPÊS-BRANCOS: PRIMAVERA CHEGANDO

Florada dos ipês-brancos sinaliza que a primavera está chegando

O branco dos ipês domina as paisagens de Brasília e encanta moradores durante a transição das estações 

A presença dos ipês reforça o conceito de
A presença dos ipês reforça o conceito de "cidade-parque" de Brasília, trazendo beleza e incentivando o contato com a natureza - (crédito: Fotos: Bruna Gaston CB/DA Press)

A contagem regressiva para a chegada da primavera no Brasil começou. Em 21 de setembro, inicia-se o período de floração de inúmeras espécies de árvores, que transformam as ruas e paisagens em verdadeiros jardins de cores. Neste mês, os ipês-brancos são os protagonistas desse espetáculo natural. Eles florescem entre agosto e outubro, e não apenas trazem beleza à cidade, mas exercem um papel significativo no equilíbrio ambiental e no bem-estar dos brasilienses, que aproveitam a época para fotografar e registrar o espetáculo natural. 

Segundo a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), de 2016 para cá, foram plantadas 93.813 mudas de ipês de diferentes espécies em todo o DF. O órgão explica que não é possível contabilizar a quantidade exata de cada cor, uma vez que parte dos plantios é feita também pela própria população. A escolha depende da produção dos viveiros da companhia, que definem o volume conforme a disponibilidade. 

Além da beleza, a presença dos ipês reforça o conceito de "cidade-parque" de Brasília, contribuindo para a biodiversidade, a sombra e a qualidade do ar. A arborização bem planejada e executada contribui para a qualidade de vida da população, proporcionando sombra, melhorando a qualidade do ar e incentivando o contato com a natureza. A simples admiração da florada dos ipês pode gerar bem-estar e alegria, como muitos brasilienses relatam.

Olhares

A beleza dos ipês não passa despercebida no cotidiano da população. O porteiro Sidney Rodrigues, 57 anos, conta que nunca deixa de admirar as árvores no caminho do trabalho, na quadra 102 do Sudoeste. "Embelezam muito a cidade. Inclusive eu gosto do amarelo e do branco, pois acho muito bonito o contraste com o céu azul. É muito bonito para quem está passando com a família, dá vontade de parar e tirar foto. É uma época muito linda", relatou ao Correio.

A estudante Hillary Oliveira, 20, se impressiona com o cenário diariamente. Ela explicou que caminha todos os dias pela Esplanada e que a presença das árvores traz frescor à cidade e contribui esteticamente. "Os ipês tornam a cidade mais arborizada, dá mais prazer de andar pelas ruas. O branco transmite paz e tranquilidade. Mesmo na correria, é bom parar e apreciar um pouquinho", ressaltou.

Especialista

A doutora em Ecologia e professora de Ciências Biológicas da Universidade Católica de Brasília (UCB), Morgana Bruno, explicou que os ipês pertencem ao gênero Tabebuia roseoalba e estão entre as árvores mais emblemáticas do país. "Os ipês, especialmente na época da floração, exibem flores vibrantes nas cores amarelo, rosa, branco e roxo, que criam um espetáculo natural nas ruas, parques e áreas verdes da cidade, valorizando o visual urbano", explica.

A especialista ainda enfatizou a importância dos ipês para a estética do DF. "O plantio dos ipês contribui para um paisagismo agradável, tornando os espaços públicos mais acolhedores, coloridos e harmônicos, o que melhora a qualidade de vida dos moradores e visitantes. Além da estética, eles são símbolos da biodiversidade local, atraem pássaros e outros animais, e promovem uma atmosfera mais saudável e agradável", acrescentou.

O ipê-branco é uma árvore de médio porte, com alturas entre 7 e 16 metros, que se torna uma escolha popular no paisagismo e na arborização urbana pelo seu tamanho gerenciável. Marcada pela beleza, a espécie tem uma função ecológica importante, por fornecer abrigo e alimento para pássaros e insetos. Além de exuberante, a flor também pode ser utilizada na culinária, pois sua folha é comestível. São consumidas as pétalas, após a remoção do cálice, em receitas de refogados, empanados e saladas cruas..

Mudanças climáticas

Apesar da resistência, as mudanças climáticas também trazem desafios para a espécie. "O aumento das temperaturas e a alteração nos padrões de precipitação podem afetar o período de floração e a germinação das sementes do ipê-branco. Além disso, influenciam a ocorrência de queimadas e a disponibilidade de água, fatores que afetam diretamente a sobrevivência e o crescimento da árvore", detalhou Morgana.

Mesmo assim, o espetáculo natural ocorre com a floração de diferentes espécies em sequência: primeiro o ipê-roxo (junho a agosto), depois, o amarelo (julho a setembro), seguido pelo rosa e pelo branco (agosto e setembro) e, por último, o verde (meados de setembro).


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