Quanto mais se olha para o tabela das semifinais das Copa do Mundo de Clubes, maior fica o feito do Fluminense. A penúltima fase do torneio coloca o tricolor junto aos vencedores de quatro das últimas cinco últimas edições da Liga dos Campeões da Europa. Não é pouca coisa.
Antes do início deste Mundial, todas as previsões indicavam que os quatro semifinalistas pertenceriam à elite europeia. Mas há um brasileiro entre eles. E mais: está lá o brasileiro que era o menos cotado dentre os quatro: porque tem menos investimento, porque escapou do rebaixamento na última rodada do Brasileirão de 2024, porque viveu oscilações nos primeiros meses de 2025.
E o que tem feito o Fluminense é cada vez mais raro neste universo. Já enfrentou Borussia Dortmund, Inter de Milão e o projeto bilionário do governo saudita, fazendo mais do que se manter invicto, com duas vitórias e um empate: o time de Renato Gaúcho não foi inferior a nenhum deles.
A pergunta natural é se ainda é possível dar novos passos, chegar à final e sonhar com a maior conquista da história de qualquer clube do Brasil — porque sim, se o Fluminense vencer esta Copa, estará na sala de troféus das Laranjeiras o maior título já conquistado por um time brasileiro. E a resposta mais honesta parece idêntica à dos três desafios anteriores: é possível, embora não seja o mais provável.
A má notícia é que o Chelsea cresceu desde a fase de grupos. O time que bateu o Palmeiras nas quartas de final foi eficiente ao pressionar como não era no início do torneio, e mesmo com três desfalques no meio-campo foi capaz de se adaptar, a ponto de apresentar uma variação. Malo Gusto, que passava de lateral a meia ofensivo, era um um sexto homem na linha ofensiva dos ingleses, o que quebrou totalmente a marcação do Palmeiras no primeiro tempo. E Caicedo, destaque do Chelsea na última temporada, vai voltar ao time.
Há outros problemas, claro. Do outro lado estará um rival com poder econômico muito maior, que nos últimos anos tem contratado por atacado jovens promissores do mundo todo. Mas contrariar a ordem econômica é algo a que o Fluminense já se habituou.
Para levar o time à frente em ataques rápidos, o Fluminense tem um candidato a melhor jogador da Copa: John Arias. E, acima de tudo, há um time disposto a tudo para executar o plano de seu treinador.
O Fluminense, assim como qualquer clube brasileiro ou sul-americano, não tem o melhor time do mundo, é óbvio. Mas o que está em questão nos Estados Unidos não é qual a melhor equipe do mundo, é quem vencerá a Copa. E, para isso, o tricolor precisa de mais 180 minutos de superação. Não é simples, mas é justo acreditar.

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