Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

Carlos Eduardo Santos - Crònicas Cheias de Graça quinta, 19 de junho de 2025

ORGULHO DA GENTE PORTUGUESA (CRÔNICA DO COLUNISTA CARLOS EDUARDO SANTOS)

ORGULHO DA GENTE PORTUGUESA

Carlos Eduardo Santos

Meu saudoso amigo Carlos Leite Maia escreveu páginas que tive a honra de inserir algumas, no livro comemorativo dos 90 anos do Clube Português do Recife, que será lançado em dezembro próximo.

 

 

A Capital de Pernambuco se refazia dos terríveis efeitos da Revolução de 30, quando foi deposto o Presidente da República, Washington Luiz.

A cidade via com agradável surpresa as ruas novamente calmas, sem a agitação dos comícios políticos e discursos inflamados. Os jornais circulavam sem suas colunas inteiras em branco, pois antes eram censurados rigorosamente.

Tais fatos fizeram parte do panorama cultural do decênio em que foi fundado o Clube Português do Recife, aquela urbe ainda provinciana, como se querendo ser ainda a Cidade Maurícia.

O Recife se remodelava e novas ideias associativas completavam-se entre as classes. das mais abastadas àquelas de menor poder econômico. Comerciantes portugueses formavam seleto grupo que influiria bastante na modernização da cidade.

Projetaram a fundação do Clube Português do Recife, fato de grande significação na primeira década do progresso de Pernambuco, após as turbulências da Revolução de 1930.

Concentraram-se, na oportunidade, cidadãos nascidos em Portugal, no Recife residentes, para a criação de uma nova sociedade que os agrupasse a fim de promover melhor convívio social e esportivo.

O calendário marcava 1922. O momento atraiu ideias de denodados homens de empresa, dentre eles Eduardo Alberto Simões, o jornalista Simões Coelho e outros, todos portugueses, que iniciaram uma intensa e vigorosa campanha, tendo como objeto fundar um clube de grande relevância.

Visava-se agregar pessoas de significativa categoria empresarial e senso de sociedade, para a fundação de um clube de verdade, adquirindo-se, para isso, um terreno e a construção de uma sede sócio esportiva compatível com as necessidades da cidade.

Os líderes portugueses entenderam que o instante era propício à materialização do projeto, pois o Recife dava sua arrancada para o progresso, colocando-se no conceito das maiores metrópoles brasileiras.

Reunidos os valores para as primeiras iniciativas patrimoniais, a ideia já estava sólida. Convoca-se, então, a Assembleia Geral da Fundação do Clube Português do Recife e reunidos no Gabinete Português de Leitura, à Rua do Imperador Dom Pedro II, 290, bairro de Santo Antônio, aqueles que seriam os fundadores.

Estava solenemente criado o Clube Português do Recife que em 15 de fevereiro de 1936 inaugurava sua sede, na Avenida Conselheiro Rosa e Silva, 172, no bairro das Graças.

Demonstrou-se, assim, em Pernambuco, o maior orgulho da gente portuguesa.


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