Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

José Domingos Brito - Memorial domingo, 12 de outubro de 2025

OS BRASILEIROS: Vicente Celestino (CRÔNICA DO COLUNISTA JOSÉ DOMINGOS BRITO)

OS BRASILEIROS: Vicente Celestino

José Domingos Brito

Antônio Vicente Filipe Celestino nasceu em 12/9/1894, no Rio de Janeiro. Compositor, ator e um dos cantores mais famosos do século XX. Inaugurou o sistema elétrico de gravação na década de 1920. Porém, sua voz era potente demais para os equipamentos da época. Teve que gravar a 20 metros dos microfones e de costas para eles, causando um “eco” dificultando a compreensão da letra. O problema foi resolvido quando passou a cantar com a boca no microfone.

 

 

Filho de Giuseppe Celestino e Serafina Gammano, imigrantes italianos, da Calábria. De origem humilde, trabalhou em diversas atividades e ainda criança decidiu que queria ser cantor ao participar de um recital do cantor Baiano, pioneiro ao gravar “Pelo telefone”, o primeiro samba. Passou a cantar em clubes recreativos, recebendo 10 mil-réis por dia, cedido aos pais para aliviar os perrengues da família. Numa das apresentações, o diretor da Companhia de Teatro São José convidou-o para integrar o coral.

Em 1903, participou do coral infantil da ópera Carmen, de Bizet, no Teatro Lírico do Rio de Janeiro. Na plateia encontrava-se o grande tenor italiano Enrico Caruso, em visita ao Brasil. Ele percebeu a voz já poderosa daquele menino de 9 anos destacando-se no coral. Ao fim da apresentação, dirigiu-se ao garoto na língua em que Vicente estava acostumado a ouvir em casa, convidando-o a ir estudar na Itália. Esteve na casa de seus pais e propôs levá-lo à Itália. Seus pais não toparam a ideia e Vicente jamais esqueceu essa história em sua vida.

Em 1915, foi contratado pela Companhia de Leopoldo Fróes, trocou a gravadora Edson pela Odeon e gravou mais 3 modinhas. Em 1919, começou a participar de operetas como “Amor de Bandido” e “Juriti” ao lado de atrizes-cantoras, vido a cantar em óperas como Tosca, Aida e Carmen. Não se sentindo bem na Odeon, mudou-se para a Columbia onde ficou poucos anos, pois não ficou satisfeito com a gravação da música “Cabocla Serrana”. Em 1933, ao atuar na ópera “A Canção Brasileira”, conhece a cantora e atriz Gilda Abreu e se casam no mesmo ano. Gilda conduziu artística e comercialmente a carreira do casal, levando-o ao cinema e também à composição.

Gravou cerca de 137 discos em 78 RPM, com 265 canções, mais dez compactos e 31 LPs. Tocava violão e piano e foi o compositor de muitas das suas criações. Duas delas foram temas para 2 filmes de grande sucesso: O Ébrio (1946), peça teatral transformada em filme por sua esposa, e Coração Materno (1951), ambos dirigidos pela esposa. cantora, escritora, atriz e cineasta. Em 1999 foi criado, em Conservatória, no distrito de Valença, RJ. O Museu Vicente Celestino e Gilda Abreu, com acervo doado pela família, onde os visitantes podem apreciar vídeos e gravações dos artistas.

O sucesso alcançado pelo filme O Ébrio, levou-o à televisão numa novela exibida pela TV Paulista (atual Rede Globo), em 1965. Vicente premiado e homenageado com seu nome dado a diversos logradouros. Recebeu o título de Cidadão Paulistano, em 1965 e no mesmo ano recebeu a Medalha de Honra ao Mérito, da Presidência da República. Em 1967, recebeu o diploma “A Expressão Máxima da Canção”, outorgado pelo júri do Festival Internacional da Canção. Na condição de tenor, era reconhecido como “a voz orgulho do Brasil”.

Em agosto de 1968, quando se preparava para gravar um programa na TV Record, onde seria homenageado pelo Movimento Tropicalista, sofreu ataque cardíaco no quarto do hotel e faleceu em 23/8/1968. Não contamos ainda com uma biografia para se chamar de sua, mas temos a biografia Minha vida com Vicente Celestino, de Gilda Abreu, mais focada na vida do marido, publicada em 2003 pela editora Butterfly

 


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