Logan e Lucas, meus bisnetos americanos
Beirando os 90 anos, começo a cuidar de minhas melhores lembranças. Notadamente aquelas que permeiam constantemente meus pensamentos, pois são de tal forma significativas que não as posso olvidar.
Vou abrindo duas caixas cheias de fotografias e encontro imagens que me lembram histórias de um passado inesquecível. São postais de uma vida inteira.
Aproveito e utilizo esse momento para produzir crônicas, nas quais deixarei significativas heranças imateriais. Algumas cenas significativas que vivemos.
Já “emplaquei” a quantidade de 12 bisnetos e isto merece várias crônicas, que vou publicar com o título de “Postais da América”. Referem-se a uma viagem que fiz há alguns anos, por cinco estados americanos, a fim de conhecer um ramo de minha família que mora muito distante de mim: os bisnetos.
Eles merecem que eu lhes entregue comentários e fotos de quando eram pequeninos, tempo em que podíamos viver próximos. Mas, infelizmente, os bisnetos acharam de nascer e viver em cidades muito distantes.
O mais importante é que foram registrar meu sobrenome em cartórios da América do Norte, pois nasceram, ou vivem, na Califórnia, em Nevada, no Texas, no Arizona e em Idaho.
Recordo quando em outubro de 2013 viajei aos Estados Unidos, passeio desejado desde os meus 15 anos, quando trabalhei num Banco americano, o City Bank.
Lá em Boulder City, estado de Nevada, conheci meus bisnetos. Lucas e Logan, filhos da neta Gabriela e seu marido Garret. Embora permanecendo com eles alguns dias, infelizmente já os encontrei crescidos; meninos de 9 e 10 anos.
Mesmo assim, pude brincar como se criança fosse; andar de patinete, conhecer lugares e trocar palavras confusas: eles querendo falar português e eu apelando para um inglês meio “macarrônico”. Mas, com certa dificuldade, nos entendemos.
Houve momentos em que fiquei fitando os americaninhos e lamentando pois havia perdido o convívio na fase de suas infâncias. Um valor de tempo inestimável. Cenas que poucos avós poderão talvez viver!
Na mesma viagem pelas terras do “Tio Sam”, fui a Dallas rever Isabela Thelga e Set, filhos de Patrícia e James, que eu já conhecia, ambos, também já crescidos.
Fui, em seguida, conhecer, em Phoenix, no Arizona, três figurinhas – também galegas – Allie, Paige e Sedona, filhas de Maria Eduarda e Nick,onde me senti bisavô de fato, porque fiquei “de quatro” e duas delas subiram nas minhas costas, como se eu fosse um cavalinho.
Marca autenticada de um “bi-vô” felizI
O que aqui apresento nestas notas são apenas partes dos meus Postais da América.

