Luiz Guimarães
Está na hora de manter vivas as tradições de Pernambuco e aqui faço a minha parte louvando personagens, frevos, livros e a intelectualidade em geral. E tudo isto se incorpora numa criatura cujo nome completo é Luiz Guimarães Gomes de Sá.
Esse meu velho amigo é uma criaturinha franzina, porém, ágil nas ações, possuidor de invejáveis qualificações morais. Nasceu no bairro de São José, no Recife, foi biografado por Vanda e Renato Phaelante, publicou três livros, sendo o mais recente: “Luz – Caminhos – Libertação”, onde apresentou suas poesias e reflexões filosóficas, cuja festa se lançamento ocorreu esta semana.
São pessoas de sua espécie que precisam estar sempre no topo das notícias porque exercem incessante trabalho de amplitude do que há de mais legítimo na cultura pernambucana, acima de tudo, pertinentes às nossas músicas.
Além das atividades profissionais exercidas como escriturário e depois médico-chefe do Serviço de Saúde do Banco do Brasil – ora aposentado – se dedica à caridade de maneira discreta, é palestrante sobre vários temas e tem uma de suas composições imortalizadas pelo ineditismo da Academia de Artes e Letras da AABB Recife, que tem como norma, abrir suas assembleias com preciosidade musical: “O sonho de Ana”. Mas é nos frevos que ele é bamba!
Para discorrer sobre sua obra mais completamente é preciso recorrer a pesquisa de outros escritores, além dos Phaelante, os quais já abordaram o assunto com maestria. Mas o faço, para ampliar ainda mais suas grandezas.
Sua carreira tem sido alongada quando se trata de divulgar que ele foi presidente da Associação dos Amigos do Conservatório Pernambucano de Música, da Academia Pernambucana de Música, criou o “Troféu Capiba”, para homenagear os ilustres músicos de nossa terra, lançou em 1995 um Songbook, contendo 55 composições dos mais variados ritmos através do selo “LG Projetos e Produções Ltda.”
Produziu os shows: “Estão Voltando as Flores”, em benefício do Núcleo de Apoio à Criança com Câncer (NACC), o “I Encontro de Violões & Bandolins do Recife” e o “II Encontro de Saxofonistas de Pernambuco”. Em 1997, dentre 212 músicas inscritas no “Recife Frevoé II”, obteve as duas maiores notas, com os frevos “Primeiro Dia” e “Menezes no Frevo”.
A partir das últimas décadas não parou de produzir músicas e ganhar prêmios. Em 1994, gravou o CD: Capiba Cidadão Frevo, em homenagem a Capiba, no transcurso dos seus 90 anos. Em 1995, lançou mais um, o Simplesmente Capiba, contendo Valsas, Choros, Maracatus e Noturno – contando com a participação da pianista Elyanna Caldas.
Em 1997, foi o produtor Executivo do primeiro CD de frevo exclusivamente por computador, cujo título é “Cibernética do Frevo”. Homem com visão do Amanhã, elaborou pesquisa histórica para a escolha dos Melhores Frevos de Rua do Século, contando com a participação de vários maestros, documento que será encaminhado às escolas de Pernambuco,
Em 2002, lançou o CD “Tábua de Pirulito” (Grupo Sá grama), Getúlio Cavalcanti “40 de Carnaval” e “Frevos de Ruas Os Melhores do Século” Vol. IV” – último da Série, em homenagem ao Centenário do Maestro Nelson Ferreira.
Durante dois anos foi Presidente da Academia de Artes e Letras da AABB Recife, sodalício do qual foi um dos fundadores.
A revista Continente Cultural, em 2005, publicou matéria “Heróis da Cultura”, com vários destaques, dentre eles, o trabalho de Luiz Guimarães. E por tudo isto não se pode esquecer que é mesmo um bravo esse “Menino de São José”.
Um frevo de Luiz Guimarães: Primeiro Dia – Orquestra do Maestro Duda

