O maior desafio nas mãos de Zé Ricardo atualmente é criar mecanismos que desafoguem a dupla. Quando mais o jogo estiver centralizado nos dois, mais previsível será o futebol da equipe e, consequentemente, mais fácil será neutralizá-lo.
Gabriel Pec desponta como a resposta óbvia, mas só à primeira vista. Ele vive bom começo de temporada, sendo a principal válvula de escape do time quando ele busca a transição rápida. Mas é justamente isso, somado com a exigência na marcação, que esgota o jogador fisicamente no decorrer dos jogos.
Fica evidente a necessidade de o Vasco ter outro jogador de maior força e velocidade pelo lado direito. Bruno Nazário não é esse jogador, ainda que não esteja comprometendo. Se não existe essa opção no elenco, que a diretoria vá ao mercado. Não é apenas de Zé Ricardo a tarefa de preservar Raniel e Nenê.
Especialmente o camisa 10 precisa disso, para aguentar a sequência da temporada. O jogo contra o Bangu mostrou como a qualidade técnica de Nenê ainda consegue ser decisiva, por mais que fisicamente o rendimento do jogador não seja o mesmo de antes.
Nenê precisa de um leve toque de rosca, como foi o passe para Raniel, ou de uma bola parada, como a cobrança de falta, para desequilibrar. Ao tirar um pouco o foco de seu principal jogador, o Vasco fará com que ele siga importante por mais tempo.

