Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

Coluna do Calixto - Onde Reminiscências, Viagens e Aventuras se Encontram domingo, 07 de maio de 2017

REFLEXÕES SOBRE A SÉRIE 13 REASONS WHY

REFLEXÕES SOBRE A SÉRIE “13 REASONS WHY”

Robson José Calixto

 

  

 

Nas últimas semanas, tenho lido algumas crônicas sobre a série da Netflix, produzida pela cantora Selena Gomez, aparecendo em posts nas primeiras páginas de jornais e sites de mídia, nas colunas sobre entretenimento.

 

As chamadas dessas matérias focam a série como enredo sobre um caso de “bullying” na escola. Ver, entender e locar a série como esse estereótipo é de profundo reducionismo. A série começa abordando um ato de suicídio, mais vai muito, além disso. É sobre sexo, gênero e estupro. É sobre as fragilidades humanas, sobre calar-se e não procurar ajudar ou procurar e não plenamente explicitar os fatos e as verdades para se alcançá-la. É sobre querer falar a verdade, a tua verdade e na querem ouvir, preferindo se ficar com a própria interpretação sobre os acontecimentos, apesar de existirem informações assimétricas.

 

A série é sobre preconceito, vaidades – A Fogueira das Vaidades -, sobre ostentação, relações de poder. Muito do que acontece nas escolas americanas e se reproduz nas brasileiras. É sobre o mundo da internet imperando sobre a vida real, sobre as relações reais, criando um mundo virtual, de sentimentos virtuais, descolado da vida como ela realmente é, de seres humanos imperfeitos, que tem corpos, ilusões, utopias, sonhos, desesperos, mentiras, segredos, de pessoas que sentem inveja, amam e se odeiam, contudo, precisam se sentir abraçadas, acarinhadas, seguras.

 

Parece que na Nova Zelândia estão proibindo a série para menores de 18 anos. Penso que a série serve de alerta e muita reflexão para adolescentes, educadores, orientadores educacionais, pais e autoridades com a legitimidade do uso da força.

 

A série em seu ritmo poderia ser mais dinâmica; os capítulos poderiam ser menores, mas é boa. A personagem principal, Hanna, é frágil, complexa, fraca, insegura, vítima e algoz. Seu par, Clay, tímido, inseguro, gente boa e meio nerd. Os dois são cercados de “amigos” egocêntricos, fingidos, mentirosos, mal resolvidos, de personalidades enviesadas e prepotentes. A atriz não é tão bonita assim, todavia tem um quê interno que a torna atraente e nos conquista. O ator tem problemas para expressar facialmente o que sente, precisando de maior confiança em sua expressividade.

 

O capítulo final deixa ganchos excelentes ao menos para mais um ano da série. Os mortos sempre falam, não importa o tempo que passar.

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